sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Amamentação é tema de curso on-line no Portal Educação


Além de trazer muitos benefícios para mãe, o aleitamento materno é essencial para os primeiros seis meses de vida da criança. O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo o bebê de muitas doenças. Além disso, a amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e seu filho. Para abordar esse assunto, o mais completo ensino de educação a distância do país oferece aos seus participantes o curso on-line de Aleitamento Materno.

Mães e profissionais de saúde que trabalham na assistência direta com gestantes e pacientes que estão realizando a amamentação já podem se inscrever no curso. Com carga-horária de oitenta horas, os tutores abordarão as crenças e mitos sobre o aleitamento e sobre a fisiologia das mamas. Turma disponível para início em 2 de Fevereiro.
O curso apresenta aspectos relacionados a todo o processo de amamentação que vai desde a importância do aleitamento materno, fisiologia deste processo, desmame, envolvimento dos pais e a importância do profissional de saúde no trabalho de orientação familiar.

Informações de conteúdo programático, diploma e forma de pagamento você encontra no site www.portaleducacao.com.br

HEPATITES

A hepatite é uma doença grave, que ataca o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Só no Brasil, dois milhões de pessoas sofrem da forma crônica de hepatite B. O Ministério da Saúde tem discutido com a sociedade e com os profissionais de saúde ações contra as diversas manifestações da doença. "O Brasil está bastante avançado no combate às hepatites, em comparação com outros países", avalia Epaminondas Campos, da organização não governamental (ONG) Grupo C, de apoio a portadores de hepatite C.
Tanto a hepatite C quanto a B podem se tornar crônicas e se manifestar no corpo de uma pessoa pelo resto da vida. Para combater as hepatites e articular esforços federais, estaduais e municipais, o Ministério da Saúde criou, em 2002, o Programa para Prevenção e Controle das Hepatites Virais e vem intensificando as ações de vacinação contra hepatite B.
"O Sistema Único de Saúde (SUS) tem várias vantagens, como a distribuição dos medicamentos, que são muito caros", cita Epaminondas Campos. "O que precisamos fazer é lutar para que todos os estados e municípios cumpram as diretrizes do programa, como a manutenção dos exames de biologia molecular, que diagnosticam a doença", diz Epaminondas.

Atuação em três frentes

O Programa para Prevenção e Controle das Hepatites Virais nasceu a partir de um movimento dos profissionais da área de saúde, de ONGs e da sociedade. "As ações vêm sendo implantadas de forma heterogênea, conforme a realidade de cada estado", explica Gerusa Maria Figueiredo, coordenadora do programa, ligado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
O ministério desenvolve o combate às hepatites em três frentes: a prevenção e controle, a vigilância epidemiológica e a assistência ao portador. Nesse contexto, o Programa Nacional de Hepatites Virais tem como objetivos desenvolver essas ações de prevenção, promover a vigilância epidemiológica e sanitária, garantir o diagnóstico e o tratamento das hepatites, ampliar o acesso ao tratamento, melhorar a qualidade e a capacidade dos serviços de saúde e acompanhar e avaliar o conjunto das ações.
As metas de vacinação contra hepatite B para 2003, em parceria com os estados brasileiros, são imunizar cerca de 3,3 milhões de crianças menores de 1 ano e 27 milhões de pessoas na faixa etária de 1 a 19, em um total de 30,3 milhões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
As metas de vacinação para este ano também incluem cerca de 600 mil pessoas com maior risco de exposição à contaminação pelo vírus da hepatite B. Essa doença representa um grave problema de saúde pública, principalmente nas chamadas populações de risco acrescido, por serem mais vulneráveis à enfermidade.
Nesse grupo, aparecem usuários de drogas, profissionais do sexo, pessoas que têm relação homossexual (eventual ou constante) e presidiários. A estratégia de vacinação dessa população tem por objetivo intensificar a prevenção da doença. O Ministério da Saúde oferece a vacina na rede pública do SUS.


O que são hepatites?

O fígado é essencial. Por meio dele, transformamos a comida em energia. O órgão também funciona como regulador do gasto de energia em maiores ou menores quantidades, conforme a necessidade do organismo. Se o fígado funciona bem, enfrentamos o cotidiano com muito mais disposição. Se falha, ficamos cansados e sem disposição para fazer nada.
A hepatite é uma inflamação do fígado. As hepatites podem ser causadas por vírus ou por reações do corpo a substâncias como o álcool ou remédios. Somente as hepatites por vírus são transmitidas de uma pessoa para a outra. As hepatites A, B, C, D e E são virais.


Vacina evita hepatite B
A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que cerca de 400 milhões de pessoas no mundo estão cronicamente infectadas pelo vírus da hepatite B. Esse grupo é exposto a complicações como a cirrose e o câncer de fígado, que acabam gerando a necessidade de um transplante. No Brasil, estima-se que existam dois milhões de portadores crônicos de hepatite B.
A prevenção da hepatite B é feita com a aplicação de três doses da vacina. A primeira é administrada ao nascer, a segunda, ao final do primeiro mês de vida, e a terceira, aos seis meses. A vacina também é oferecida para pessoas na faixa etária de 1 a 19 anos, bem como para quem pertence a grupos de risco acrescido, como os imunodeprimidos, os profissionais da área de Saúde e os profissionais do sexo, em qualquer faixa etária.


Projetos-piloto no combate à doença

Várias cidades brasileiras oferecem bons exemplos de iniciativas municipais de combate às hepatites nas populações mais vulneráveis. Em Santos, no litoral paulista, dois projetos estão em andamento. Um é dirigido a trabalhadores do sexo. Uma kombi faz o transporte gratuito dessas pessoas do seu local de trabalho até um posto de vacinação, que funciona durante toda a noite. As equipes também tentam estender a vacinação aos clientes e às famílias desses profissionais.
Além da vacina contra a hepatite B, as pessoas são imunizadas contra difteria, tétano, sarampo e rubéola. Outro projeto desenvolvido em Santos atende aos usuários de drogas, que são abordados nas ruas da cidade, geralmente durante a noite, e recebem, além da vacina contra a hepatite B, preservativos e orientação sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
A prefeitura do Rio de Janeiro também criou um projeto-piloto voltado para os usuários de drogas, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e com o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad - Uerj). O projeto prevê a troca de seringas descartáveis, distribuição de preservativos, vacinação contra diversas doenças e orientação sobre prevenção das hepatites, Aids e outras doenças de transmissão sexual.
O projeto adotado em Porto Alegre destina-se aos travestis e é realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, em colaboração com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio Grande do Sul, com o apoio do Grupo Igualdade, entidade representativa dos travestis da capital gaúcha. Com a ajuda de um dos integrantes do Grupo Igualdade, os travestis são orientados a se vacinarem contra a hepatite B. Os profissionais de saúde recebem esclarecimentos de como lidar com esse público, reduzindo discriminações e aumentando a adesão à imunização.

Fonte: Ministério da Saúde

Carnaval e Prevenção

Durante o Carnaval de 2010, o Ministério da Saúde vai priorizar a campanha de prevenção à Aids no grupo de meninas de 13 a 19 anos. O motivo é o crescimento de casos entre as garotas dessa faixa etária nos últimos anos.

Segundo o último Boletim Epidemiológico da Aids e de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), divulgado em novembro, foram registrados mais casos entre as garotas dessa idade em relação aos meninos desde 1998. Atualmente, a cada 8 meninos infectados existem 10 casos de meninas. Antes, a proporção eram 10 mulheres para cada grupo de 15 homens.
Segundo o diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, a maioria dos jovens busca o preservativo na primeira relação sexual. Mas quando o relacionamento fica estável, o uso da camisinha é deixado de lado. “Na medida que vão tendo confiança no companheiro abandonam o preservativo”, disse Barbosa.
Com veiculação nas emissoras de televisão e rádio, a campanha vai orientar os jovens sobre as formas de contágio da doença e os cuidados para a prevenção, além da distribuição de camisinhas nos sambódromos e blocos de rua. O Ministério da Saúde já encomendou 1,2 bilhão de preservativos para ações da pasta no decorrer dos próximos dois anos, conforme Barbosa.
Uma das políticas do ministério para o público de 13 a 24 anos de idade é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas, em que o estudante recebe orientações sobre o contágio, sintomas, prevenção, tratamento e como viver com o vírus HIV. Conforme Barbosa, 50.214 escolas públicas e particulares já integram o programa. Em 10 mil, o aluno pega o preservativo no próprio colégio. A decisão de distribuir ou não é tomada pela comunidade escolar.
Segundo a representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, em São Paulo, Micaela Cyrino, poucas escolas da capital paulista entraram no programa. Ela atribui a baixa adesão às diferenças sociais na metrópole e o preconceito da sociedade em falar de sexo com adolescentes. “As pessoas encaram como incentivo ao sexo e não como prevenção”, afirmou. A estimativa é que existam 630 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Para mais informações sobre DSTs, AIDS, camisinha acesse o link abaixo:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/flash/DST.swf

O que é Enfermagem?

“A Enfermagem é ciência e arte. Fundamenta-se num corpo de conhecimentos e práticas abrangendo do estado de saúde ao estado de doença, e mediada por transações pessoais, profissionais, científicas, estéticas, éticas e políticas do cuidar de seres humanos" (Lima, 1993, p.21).

Enfermagem é a arte de cuidar e também uma ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autônoma ou em equipe atividades de promoção, proteção, prevenção e recuperação da saúde.


O conhecimento que fundamenta o cuidado de enfermagem deve ser construído na intersecção entre a filosofia, que responde à grande questão existêncial do homem, a ciência e tecnologia, tendo a lógica formal como responsável pela correção normativa e a ética, numa abordagem epistemológica efetivamente comprometida com a emancipação humana e evolução das sociedades.


Florence Nightingale definiu como objetivo da assistência de enfermagem manter a pessoa nas melhores condições possíveis, a fim de que a natureza possa atuar sobre ela. Fica desta forma delimitada a atuação de enfermagem ao cuidar, tendo-se clareza de que "existe cuidado sem cura, mas não existe cura sem cuidado".


Fonte: http://www.guiadeenfermagem.com.br/

Wanda de Aguiar Horta

Nasceu em 11 de agosto de 1926, natural de Belém do Pará. Permaneceu em Belém até os 10 anos de idade onde iniciou seus estudos primários no Colégio Progresso Paraense. Em 1936 a família Aguiar muda-se para Ponta Grossa, no Paraná, onde concluiu o curso no Colégio Regente Feijó da mesma cidade. Graduada pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, em 1948. Licenciada em história natural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e letras da Universidade do Paraná, Curitiba em 1953. Pós-graduada em pedagogia e didática aplicada à Enfermagem na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, em 1962.


Doutora em Enfermagem, na Escola de Enfermagem Ana Néri da Universidade Federal do Rio de Janeiro com a tese intitulada "A observação sistematizada na identificação dos problemas de enfermagem em seus aspectos físicos", apresentada à cadeira de Fundamentos de Enfermagem, Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1968. Docente-livre da cadeira de Fundamentos de Enfermagem, da Escola de Enfermagem Ana Néri da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1968. Professora livre-docente, Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, em 1970. Professora Adjunto, Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, concurso realizado em 2 de abril de 1974. Trabalhou em diversas instituições no período de 1948 a 1958 entre as quais destacamos, Chefe de Enfermagem do Serviço de Enfermagem do Hospital Central Sorocabano, São Paulo, no período de 1954 a 1955 e como professora do Curso de Auxiliares de Enfermagem do Hospital Samaritano, São Paulo, no período de 1956 a 1958. Na escola de enfermagem da Universidade de São Paulo no período de 1959 a 1981, como professora auxiliar de Ensino da cadeira de Fundamentos de Enfermagem de 1959 a 1968, como Professor Livre Docente no período de 1970 a 1974, como Professor Titular das disciplinas Introdução à Enfermagem e Fundamentos de Enfermagem, no período de 1968 a 1974, como Professor adjunto de 1974 a 1977. Em 1981, ano do seu falecimento, foi proclamada Professor Emérito pela Egrégia Congregação da Escola de Enfermagem da USP.


A menina Wanda, cedo demonstrou possuir uma inteligência privilegiada. Precocemente estudiosa, procurava aprender a essência do que lhe era ensinado e por isso era muito elogiada por seus professores.Sua mensagem ultrapassou não só fronteiras geográficas, sendo estudada também a nível internacional, como também venceu as barreiras do tempo permanecendo ainda viva e atual.Horta buscou ao longo de sua trajetória criar e transmitir um conceito de enfermagem que englobasse os aspectos, muitas vezes conflitantes, de arte humanitária, ciência e profissão.Adorava dar aulas que eram sempre enriquecidas por sua cultura geral e científica e seu maior prazer era acompanhar os estágios dos alunos.Ao retornar à Escola de Enfermagem da USP, em 1959, começa a desenvolver o núcleo central de seu trabalho que constitui na elaboração de vasta fundamentação teórica para a enfermagem, culminando com a elaboração da Teoria das Necessidades Humanas Básicas.

Essa teoria é considerada o ponto alto de seu trabalho e a síntese da todas as suas pesquisas.A obra de Horta permite ser interpretada, na enfermagem brasileira, como um divisor de épocas - antes de se falar em teorias de enfermagem e depois, quando se fala sobre teorias de enfermagem construída por enfermeiros.Duas questões fundamentais foram perseguidas no trabalho de Wanda Horta. A primeira, a quem serve a enfermagem? Respondida finalmente em sua teoria como uma afirmação: "a enfermagem é um serviço prestado ao ser humano", e a segunda, com que se ocupa a enfermagem? Respondida então que "a enfermagem é parte integrante da equipe de saúde e como tal se ocupa em manter o equilíbrio dinâmico, prevenir desequilíbrios e reverter desequilíbrios em equilíbrio do ser humano".Em 1968 ela publica pela primeira vez seu próprio conceito de enfermagem: "Enfermagem é ciência e a arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, de torna-lo independente desta assistência através da educação; de recuperar, manter e promover sua saúde, contando para isso com a colaboração de outros grupos profissionais".Suas realizações são tantas que se torna impossível enumerá-las.

Participou de muitas conferências em diversos pontos do país e no exterior, organização de cursos de graduação e pós-graduação em diversos estados brasileiros, o comparecimento em atividades culturais no Brasil e no exterior, a orientação de diversos trabalhos de pesquisa, participação em inúmeras comissões de estudo e bancas examinadoras.Horta enfrentou muitas resistências. As idéias desta pioneira pertubaram os baluartes conservadores da enfermagem. Inúmeras barreiras tiveram que ser vencidas. Para melhor divulgar suas idéias, criou e manteve de 1975 a 1979, sem apoio de qualquer órgão oficial, a revista Enfermagem em Novas Dimensões, onde divulgou 13 artigos e 22 editoriais.Esta publicação se tornou um marco editorial da enfermagem brasileira. Era uma revista dinâmica, de diagramação moderna, voltada para a divulgação e o estímulo à pesquisa científica na comunidade da enfermagem.Suas armas nesta batalha foram sua inteligência viva, seu carisma pessoal, sua disposição sem limites e seu entusiasmo pela enfermagem.Atravessou momentos difíceis, vitima de uma doença degenerativa, a esclerose múltipla, tendo vivido os últimos anos de sua vida em cadeira de rodas.Em fevereiro de 1981, quando se aposentou, o Professor Dr. Carlos da Silva Lacaz externou os sentimentos de todos os funcionários, professores e alunos da Escola de enfermagem dizendo do apreço que lhe era atribuído por dignificar a classe a que servia e, pela contribuição que havia dado ao desenvolvimento da enfermagem em nosso país, lhe outorgava o título de professor Emérito, a ser entregue posteriormente.Faleceu em 1981.





 







Desenvolvimento da Educação em Enfermagem no Brasil (Séc. XIX)

Ao final do século XIX, apesar de o Brasil ainda ser um imenso território com um contigente populacional pouco e disperso, um processo de urbanização lento e progressivo já se fazia sentir nas cidades que possuíam áreas de mercado mais intensas, como São Paulo e Rio de Janeiro.


As doenças infecto-contagiosas, trazidas pelos europeus e pelos escravos africanos, começam a propagar-se rápida e progressivamente.

A questão saúde passa a constituir um problema econômico-social. Para deter esta escalada que ameaçava a expansão comercial brasileira, o governo, sob pressões externas, assume a assistência à saúde através da criação de serviços públicos, da vigilância e do controle mais eficaz sobre os portos, inclusive estabelecendo quarentena revitaliza, através da reforma Oswaldo Cruz introduzida em 1904, a Diretoria-Geral de Saúde Pública, incorporando novos elementos à estrutura sanitária, como o Serviço de Profilaxia da Febre Amarela, a Inspetoria de Isolamento e Desinfecção e o Instituto Soroterápico Federal, que posteriormente veio se transformar no Instituto Oswaldo Cruz.

Mais tarde, a Reforma Carlos Chagas (1920), numa tentativa de reorganização dos serviços de saúde, cria o Departamento Nacional de Saúde Pública, Órgão que, durante anos, exerceu ação normativa e executiva das atividades de Saúde Pública no Brasil.

A formação de pessoal de Enfermagem para atender inicialmente aos hospitais civis e militares e, posteriormente, às atividades de saúde pública, principiou com a criação, pelo governo, da Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras, no Rio de Janeiro, junto ao Hospital Nacional de Alienados do Ministério dos Negócios do Interior. Esta escola, que é de fato a primeira escola de Enfermagem brasileira, foi criada pelo Decreto Federal nº 791, de 27 de setembro de 1890, e denomina-se hoje Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, pertencendo à Universidade do Rio de Janeiro - UNI-RIO.






Anna Nery


Aos 13 de dezembro de 1814, nasceu Ana Justina Ferreira, na Cidade de Cachoeira, na Província da Bahia. Casou-se com Isidoro Antonio Nery, enviuvando aos 30 anos.


Seus dois filhos, um médico militar e um oficial do exército, são convocados a servir a Pátria durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), sob a presidência de Solano Lopes. O mais jovem, aluno do 6º ano de Medicina, oferece seus serviços médicos em prol dos brasileiros.


Anna Nery não resiste à separação da família e escreve ao Presidente da Província, colocando-se à disposição de sua Pátria. Em 15 de agosto parte para os campos de batalha, onde dois de seus irmãos também lutavam. Improvisa hospitais e não mede esforços no atendimento aos feridos.


Após cinco anos, retorna ao Brasil, é acolhida com carinho e louvor, recebe uma coroa de louros e Victor Meireles pinta sua imagem, que é colocada no edifício do Paço Municipal.


O governo imperial lhe concede uma pensão, além de medalhas humanitárias e de campanha.
Faleceu no Rio de Janeiro a 20 de maio de 1880.

A primeira Escola de Enfermagem fundada no Brasil recebeu o seu nome. Anna Nery que, como Florence Nightingale, rompeu com os preconceitos da época que faziam da mulher prisioneira do lar.




Fonte: Ellu Saúde